quarta-feira , 18 outubro 2017
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VEJA AS MELHORES DICAS PARA ILUMINAR SALAS E COZINHA

Um bom projeto de decoração está, invariavelmente, ligado a um bom plano de iluminação. E, para pensá-lo adequadamente, é essencial ter o “layout” de cada ambiente e determinar claramente o objetivo do espaço. Com esses pontos definidos é possível saber o que e como iluminar de forma funcional e bonita.
Com as dicas da lighting designer Carina Tavares e do arquiteto Ricardo Abreu Borges entenda a importância da lâmpada certa e saiba como pensar o projeto luminotécnico de salas de estar, jantar e cozinhas.

A lâmpada certa
A escolha da lâmpada mais adequada para cada uso e ambiente influencia diretamente no conforto visual. Quatro tipos de lâmpadas são os mais usados em áreas residenciais: incandescentes comuns e halógenas, fluorescentes e de LED. Além de conhecer as vantagens e desvantagens de cada tipo (veja o álbum acima), é importante levar em conta a temperatura de cor da lâmpada.

Medida em graus Kelvin (K), tal temperatura exprime a “aparência” da luz que, em uma escala simplificada, pode ir de um espectro amarelado (menor Kelvin) a uma luz branco-azulada (maior Kelvin). Para locais de relaxamento, por exemplo, são indicadas as lâmpadas amareladas, enquanto espaços de trabalho precisam de luz neutra ou azulada.

Nas salas de estar
Em muitos projetos, a sala de estar é um espaço múltiplo, porque serve como área de convívio familiar, sala de TV e local para recepcionar visitas. Para atender às diferentes demandas, é recomendável criar “cenas” através de circuitos luminotécnicos independentes, acionados por interruptores comuns na parede ou através de um sistema de automação, que disponibilizem ou não o controle da intensidade dos fachos através de dimmer.

Por exemplo, para assistir a um filme, a “cena” mais adequada é a criada por luminárias de luz indireta e efeito amarelado, que proporcionam um clima aconchegante. Para atender a função social, porém, uma iluminação geral que distribua a luz uniformemente é essencial. E, ainda para esse tipo de cômodo, pode haver a necessidade de criar áreas com iluminação específica para determinada tarefa, como ler, que exige luz focada e direta.

Em salas de jantar
Já uma iluminação eficaz para a sala de jantar permite enxergar o que está sendo servido e visualizar aqueles que estão sentados. Por isso, de modo geral, sempre há uma luminária sobre a mesa de jantar. No entanto, é importante estar atento ao tamanho da peça, à distância entre o pendente ou lustre e a mesa e ao tipo de tampo.

Por exemplo, para uma mesa muito comprida, é comum haver a necessidade de dois pendentes ou lustres que atendam toda a extensão do mobiliário, pois os cantos também devem receber luz. Em relação ao material do tampo, quando refletores (vidro ou espelho), o recomendável é utilizar luminárias que emitam luz para cima (refletida/difusa), porque focos diretos podem causar ofuscamento. Sobre a altura, a distância mínima entre a base inferior da luminária e o tampo da mesa é de 90 cm, para não atrapalhar a visão de quem está sentado.

Para completar a boa iluminação para a sala de jantar, informe-se sobre dois fatores: o IRC (índice de reprodução de cor) e a temperatura de cor (K) da lâmpada. O IRC mede a capacidade de reprodução fiel das cores, desta forma, escolha um modelo com IRC igual a 100, o que significa que a cor dos alimentos não será alterada. E para que o local fique aconchegante e agradável, use uma luz amarelada (o indicado é de 2.700 K a 3.000 K).

As cozinhas
Para iluminar a cozinha, prefira lâmpadas de 4.000 K (luz neutra) a 6.000 K (luz branca-azulada), porque essas temperaturas de cor são adequadas aos espaços de trabalho. Em relação à disposição dos pontos de luz, em primeiro lugar, pense em uma iluminação geral que garanta cantos sem sombra e, se tiver elementos decorativos, planeje focos dirigidos.

Importantes e muitas vezes esquecidos, são os bicos de luz sobre as áreas de preparo e cocção, como as bancadas distribuídas ao longo do perímetro e encostadas às paredes. Essa luminosidade é fundamental para evitar que o corpo do cozinheiro faça sombra sobre o mobiliário e a comida. Para essa função, busque lâmpadas com IRC de 80 a 100, para que não haja distorção das cores dos alimentos.

Ambientes integrados
Nas casas e apartamentos com cozinha e salas integradas, invista em uma mesma linguagem visual por meio das luminárias e da temperatura de cor. Por exemplo, se escolher um pendente redondo para iluminar a mesa de jantar, use luminárias embutidas também de formato redondo na cozinha.

Sobre a temperatura de cor, aproxime ao máximo os valores Kelvin, mantendo porém a indicação para cada “cena”, dessa forma: ao invés de colocar uma lâmpada com temperatura de cor 6.000 K (branca-azulada) na cozinha, opte por uma luz neutra, com 4.000 K. Assim, o impacto visual é menor, mas a ação neutra da luz sobre os trabalhos é mantida.

Por sua vez, na sala de jantar, utilize temperaturas de 2.700 K a 3.000 K, amareladas e mais aconchegantes. Observe que ao escolher lâmpadas com menor diferença na escala de temperaturas em cada um dos ambientes, o resultado geral será a unificação das iluminações.

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